saiba mais...  » 20/Abr/18 : Homologação do Resultado

IAB-RS
Rua General Canabarro 363
Centro Histórico
CEP 90.010-160
Porto Alegre - RS

resultado

« VOLTAR

2º LUGAR

O projeto procurou traduzir os anseios dos familiares das vítimas do incêndio da Boate Kiss, explicitados no Edital do Concurso, promovendo espaços independentes: Memorial / Praça / Apoio, sem prejuízo da unidade do conjunto. O edifício busca homenagear e valorizar a memória dos ausentes e dos sobreviventes por meio de estratégias simbólicas como a construção do Vazio (Praça), o Jardim da Luz e o Painel da Memória.
PARTIDO
Para que a solução tripartite fizesse sentido, a primeira estratégia seria a hierarquização dos espaços: em primeiro plano a Praça – o Vazio construído , emoldurada por um pórtico que reforça tal ideia, representa a ausência do ente querido, “o vazio que nada preenche” e funciona, ao mesmo tempo, como elemento que relaciona o Memorial com o tecido urbano e espaço de amortecimento e afastamento da vida cotidiana, como num ritual, onde o transeunte vai deixando as coisas mundanas conforme a cidade fica para trás e se aproxima e vislumbra o Jardim da Luz, além disso configura-se como espaço público, aberto, podendo abrigar manifestações e eventos. O edifício de apoio funcionalmente necessário, mas simbolicamente desprovido de sentido é colocado abaixo da praça, no subtérreo, com acesso próprio facilitado pelo desnível na testada da fachada. Aqui se acomodam auditório, sala multiuso e ambientes de apoio. O Jardim da Luz, logo após a praça, coberto por um pergolado que filtra e dosa a entrada de luz, e onde, além de um espaço ajardinado, no qual as árvores representam o ressurgimento da vida, conta com o painel de aço patinável onde estão gravados os nomes das vítimas. De acordo com Louis Kahn, “está nas mãos do arquiteto evocar silêncio, segredo ou drama através de luzes e sombras”. Esse é o objetivo de tal espaço. Finalmente mais ao fundo, atrás do painel, o Memorial, afastado ao máximo da rua e iluminado pelos nomes das vítimas vazados no painel, criando o espaço de luz e silêncio, propiciando a contemplação e reflexão.
O edifício, então, está distribuído de tal modo que induz a um percurso onde o visitante consegue acessar, a partir da calçada, tanto o nível do memorial como o da praça coberta, percorrendo o Jardim da Luz, o Circuito da Memória e finalizando em um espaço de descanso e reflexão.
MATERIALIDADE
A tragédia evoca “a ferida que nunca cicatriza”, assim, utilizou-se o concreto aparente material mais táctil e o painel de aço patinável cujo processo inicial de oxidação se assemelha a uma ferida no material.
ESTRUTURA
O grande vão da praça foi vencido por vigas de concreto protendido invertidas que continuam acima do jardim formando o pergolado, estas vigas estão todas apoiadas diretamente nas empenas laterais de concreto. O restante da estrutura é de concreto armado convencional.

PRANCHAS

EQUIPE

  • Identificador da Proposta:
  • 657573
  • Arquiteto Titular:
  • FREDERICO ANDRÉ RABELO
  • Pessoa Jurídica:
  • ESPAÇO EQUIPE DE PLANEJAMENTO ARQUITETURA E CONSULTORIA LTDA-ME
  •  
  • Co-Autores:
  • Arq. Bruno Cabral, Arq. Guilherme Andrade, Arq. Jakelyne Martins, Arq. Rangel Brandão
  •  
  • Goiânia/GO